Lei 5.858 - 03/01/2011 - Estima a Receita e fixa a Despesa do Estado do Rio de Janeiro para o Exercício Financeiro de 2011.

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SUNOP/SILEP

 

Publicada no D. O. de 04/01/11

 

 

LEI Nº 5858 DE 03 DE JANEIRO DE 2011

 

ESTIMA A RECEITA E FIXA A DESPESA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PARA O EXERCÍCIO FINANCEIRO DE 2011.

 

 

O Governador do Estado do Rio de Janeiro

 

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

 

 

CAPÍTULO I

 

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

 

Art. 1º - Esta Lei estima a receita e fixa a despesa do Estado do Rio de Janeiro para o exercício financeiro de 2011, nos termos do § 5º do art. 209 da Constituição Estadual e o disposto na Lei Estadual nº 5.783, de 15 de julho de 2010, Lei de Diretrizes Orçamentárias

 

- LDO 2011, compreendendo:

 

I o Orçamento Fiscal referente aos Poderes do Estado e seus fundos, órgãos e entidades da Administração Estadual direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;

 

II o Orçamento da Seguridade Social, abrangendo todos os fundos, órgãos e entidades vinculadas da Administração Estadual direta e indireta, bem como as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; e

 

III o Orçamento de Investimento das Empresas em que o Estado, direta ou indiretamente detém a maioria do capital social com direito a voto.

 

CAPÍTULO II

 

DOS ORÇAMENTOS, FISCAL E DA SEGURIDADE SOCIAL

 

Seção I

 

DA ESTIMATIVA DA RECEITA PÚBLICA

 

Art. 2º - A receita total estimada nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social é de R$ 56.213.625.432,00 (cinqüenta e seis bilhões, duzentos e treze milhões, seiscentos e vinte e cinco mil, quatrocentos e trinta e dois reais), assim distribuída:

 

I R$ 47.129.942.753,00 (quarenta e sete bilhões, cento e vinte e nove milhões, novecentos e quarenta e dois milhões e setecentos e cinqüenta e três mil reais) do Orçamento Fiscal; e

 

II R$ 9.083.682.679,00 (nove bilhões, oitenta e três milhões, seiscentos e oitenta e dois mil, seiscentos e setenta e nove reais), do Orçamento da Seguridade Social.

 

Parágrafo Único Do montante estimado no caput a parcela de R$ 2.120.218.186,00 (dois bilhões, cento e vinte milhões, duzentos e dezoito mil, cento e oitenta e seis reais) refere-se à receita intraorçamentária.

 

Art. 3º - A receita por Categoria Econômica, segundo a origem dos recursos, de acordo com o desdobramento constante do Anexo I, será realizada mediante a arrecadação de tributos, contribuições, transferências e outras receitas correntes e de capital, na forma do art. 6º da Lei Federal nº 4.320, de 17 de março de 1964.

 

Seção II

 

DA DESPESA PÚBLICA

 

Art. 4º - A despesa total fixada nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social é de R$ 56.213.625.432,00 (cinqüenta e seis bilhões, duzentos e treze milhões, seiscentos e vinte e cinco mil, quatrocentos e trinta e dois reais) discriminada nos Anexos II, III e IV por Categoria Econômica, por Função de Governo e por Órgão, estando especificada nos incisos a despesa de cada Orçamento e a relativa ao refinanciamento da dívida pública, em observância ao disposto no art. 5º, § 2º, da Lei Complementar Federal nº 101, de 04 de maio de 2000.

 

I R$ 40.554.498.806,00 (quarenta bilhões, quinhentos e cinqüenta e quatro milhões, quatrocentos e noventa e oito mil, oitocentos e seis reais) do Orçamento Fiscal, excluídas as despesas de que trata o inciso III deste artigo;

 

II R$ 13.214.405.435,00 (treze bilhões, duzentos e catorze milhões, quatrocentos e cinco mil, quatrocentos e trinta e cinco reais) do Orçamento da Seguridade Social; e

 

III R$ 2.444.721.191,00 (dois bilhões, quatrocentos e quarenta e quatro milhões, setecentos e vinte e um mil, cento e noventa e um reais) correspondentes ao refinanciamento da dívida pública estadual, constante do Orçamento Fiscal.

 

§ 1º - Do montante fixado no inciso II deste artigo a parcela de R$ 4.130.722.756,00 (quatro bilhões, cento e trinta milhões, setecentos e vinte e dois mil, setecentos e cinqüenta e seis reais) será custeada com recursos do Orçamento Fiscal.

 

§ 2º - O valor total da despesa inclui a parcela de R$ 2.120.218.186,00 (dois bilhões, cento e vinte milhões, duzentos e dezoito mil, cento e oitenta e seis reais) referentes à despesa intra-orçamentária.

 

Seção III

 

DAS AUTORIZAÇÕES PARA ABERTURA DE CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS

 

Art. 5º - Fica o Poder Executivo autorizado a abrir créditos suplementares com a finalidade de atender insuficiências nas dotações orçamentárias dos Orçamentos Fiscal e o da Seguridade Social, tendo por limite a utilização de recursos decorrentes de:

 

 

 

A cancelamento de recursos fixados nesta Lei, até o limite de 20% (vinte por cento) do total da despesa, por transposição, remanejamento ou transferência integral ou parcial de dotações, inclusive entre unidades orçamentárias distintas, criando, se necessário, os grupos de despesa relativos a “Outras Despesas Correntes”, “Investimentos” e “Inversões Financeiras”, respeitadas as disposições constitucionais e os termos da Lei Federal nº 4.320, de 17 de março de 1964;

 

B excesso de arrecadação, eventualmente apurado durante o exercício financeiro;

 

C superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior;

 

D operações de crédito autorizadas e/ou contratadas durante o exercício;

 

E dotações consignadas à reserva de contingência; e

 

F recursos colocados à disposição do Estado pela União ou outras entidades nacionais ou estrangeiras, observada a destinação prevista no instrumento respectivo.

 

Parágrafo Único Os Poderes, Judiciário e Legislativo, o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, ficam autorizados a realizar transposições, remanejamentos ou transferências de dotações, dentro de suas respectivas unidades orçamentárias, no mesmo limite previsto na alínea “a” deste artigo, exceto em dotações consignadas a despesas com pessoal e encargos.

 

Art. 6º - O limite autorizado no art. 5º não será onerado quando o crédito se destinar a suprir a insuficiência das dotações de pessoal e encargos sociais, inativos e pensionistas, dívida pública estadual, débitos constantes de precatórios judiciais, despesas de exercícios anteriores, despesas à conta de receitas vinculadas e transferências constitucionais aos municípios.

 

Art. 7º - Os créditos suplementares deverão ser elaborados de forma a possibilitar a identificação do programa de trabalho e do grupo de despesa cancelados, bem como do respectivo programa de trabalho e do grupo de despesa suplementados.

 

Art. 8º- Fica o Poder Executivo autorizado a abrir créditos suplementares com a finalidade de atender insuficiência nas dotações orçamentárias do Orçamento de Investimento, tendo por limite a utilização de recursos decorrentes de:

 

I anulação parcial ou total de dotações orçamentárias, até o limite de 30% (trinta por cento) da despesa fixada, da mesma empresa; e

 

II geração de recursos na mesma empresa.

 

CAPÍTULO III

 

DO ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO DAS EMPRESAS

 

Art. 9º - A despesa do Orçamento de Investimento das Empresas é fixada em R$ 253.516.259,00 (duzentos e cinqüenta e três milhões, quinhentos e dezesseis mil, duzentos e cinqüenta e nove reais), destacada dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social.

 

 

 

Art. 10 - As fontes de receitas estimadas para cobertura da despesa fixada no artigo anterior decorrerão da geração de recursos próprios e de Operações de Crédito, conforme especificado nas fontes de financiamento do quadro síntese do Orçamento de Investimento.

 

CAPÍTULO IV

 

DA AUTORIZAÇÃO PARA CONTRATAÇÃO DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO

 

Art. 11 - Fica o Poder Executivo autorizado a realizar operações de crédito no País e no Exterior, conforme prevê o art. 12 da Lei Estadual nº 5.783, de 15 de julho de 2010 LDO 2011, até o limite de R$ 3.305.930.000,00 (três bilhões, trezentos e cinco milhões, novecentos e trinta mil reais), observado o disposto na Constituição Federal e nas Resoluções do Senado Federal que disciplinam o endividamento público estadual.

 

Parágrafo Único As operações de crédito externas poderão ser garantidas pela União, ficando o Poder Executivo Estadual, neste caso, autorizado a oferecer contragarantias.

 

CAPÍTULO V

 

DISPOSIÇÕES FINAIS

 

Art. 12 - Integram esta Lei os demonstrativos anexos nos termos dos arts. 19 e 25 da Lei Estadual nº 5.783, de 15 de julho de 2010, Lei de Diretrizes Orçamentárias LDO 2011.

 

Art. 13 - O Poder Executivo fica autorizado a adaptar o Orçamento aprovado por esta Lei em virtude dos efeitos de alienação de participação acionária, inclusive em função de abertura de capital; do aumento de capital com renúncia ou cessão total ou parcial de direitos de subscrição; da transformação, incorporação, fusão ou cisão de empresas; da concessão de serviços públicos, da liquidação e/ou extinção de organismos estaduais, ou da extinção da pessoa jurídica com alienação dos ativos, na forma prevista na legislação em vigor.

 

Art. 14 - O Poder Executivo fica autorizado a promover, sempre que necessário, ajustes do Programa de Dispêndios Globais das empresas estatais não dependentes, dando conhecimento ao Poder Legislativo.

 

Art. 15 - O Poder Executivo estabelecerá as normas necessárias à compatibilização da execução orçamentária do exercício de 2011 com as exigências da legislação federal e estadual pertinentes, observados os efeitos econômicos relativos à:

 

I realização de receitas não previstas;

 

II realização inferior ou não realização de receitas previstas;

 

III catástrofe de abrangência limitada;

 

IV alterações conjunturais da economia nacional e/ou estadual, inclusive as decorrentes de mudanças de legislação; e

 

V alteração na estrutura administrativa do Estado decorrente de mudança na estrutura organizacional ou na competência legal ou regimental de órgãos da Administração Direta e de Entidades da Administração Indireta.

 

Art. 16 - Ficam atualizadas as Metas Fiscais para 2011 de que trata o art. 3º da Lei Estadual nº 5.783, de 15 de julho de 2010 Lei de Diretrizes Orçamentárias, na forma dos Demonstrativos da Compatibilidade da Programação dos Orçamentos com o Anexo de Metas Fiscais da LDO/2011 constantes desta Lei.

 

Art. 17 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro de 2011.

 

Rio de Janeiro, 03 de Janeiro de 2011

 

SÉRGIO CABRAL

Governador